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Entrevista: Bobby “Blitz” Ellsworth (vocalista do Overkill)

29, março, 2010

Bobby "Blitz" Ellsworth (vocalista da banda Overkill)

O blog JOSCO WEBLOG recentemente fez a cobertura oficial para o show da banda Overkill em Recife (PE), realizado no salão de festas do Sport Club (aguardem ainda nesta semana pela publicação online da matéria do show). Após o espetáculo, tivemos a grata oportunidade de ter um momento com o frontman da banda, o Sr. Bobby “Blitz” Ellsworth.

É importante lembrar que a imprensa não estava autorizada a registrar fotos ou vídeos de nenhum dos membros da banda, mas a produção deles foi informada previamente que se tratava de uma cobertura oficial da própria produção local do show. Partimos desta premissa e conseguimos uma brecha para realizarmos esta pequena entrevista com o vocalista.

O blog agradece o apoio da produção do show em Recife (João Marinho e Marcelo de Carvalho), com a qual realizamos parceria na divulgação dos eventos realizados. Eles nos permitiram este encontro exclusivo, nos dando a oportunidade de trocar algumas palavras com o músico de uma forma bastante descontraída e bem animada, ainda que rápida.

Confira abaixo como foi este encontro com Bobby “Blitz” e a conversa que tivemos com ele.

JOSCO WEBLOG Bobby, em primeiro lugar, seja bem vindo ao Recife.

BOBBY “BLITZ” Obrigado! (Em alto e bom português. Mas esta era a única palavra que ele conseguia pronunciar, pois toda a entrevista aconteceu em inglês mesmo.)

JOSCO O novo álbum, Ironbound, se tornou um grande sucesso em todos os lugares. Tanto a imprensa quanto os fãs concordam com isso. Voce esperava este tipo de reação positiva?

BOBBY Eu não sei. Não podemos dizer que não esperávamos. Acredito que o que nós fazemos seja apenas negócios, como de costume. Acho que uma das coisas com o Ironbound que acaba sendo única é que há uma energia especial, mas você não pode planejar. Isto só acontece quando rola uma química entre a banda. E isto, claro, é o que acontece. Acho que Overkill seja uma das bandas mais consistentes há mais de vinte e cinco anos. Mas o fato da banda atingir o sucesso (ou não) não depende de nós. Esta resposta está sempre nas pessoas que a ouvem. Então, é claro, deve haver algum tipo de energia especial e mágica nela. E esta deve ser a responsabilidade. Mas, para nós, não criamos esta expectativa de uma forma ou de outra. Nós sempre achamos que iremos atingir (o sucesso). É por isso que você joga o jogo. Você joga para ganhar.

JOSCO Após todos esses anos com a banda, como é estar novamente em turnê?

BOBBY É ótimo. Quer dizer, na turnê, pessoalmente para mim, é quando tudo começa. É quando estamos em um show ao vivo. É quando a música é mais pura. Você tem a oportunidade de suceder ou falhar, de um momento para o outro. E acho que é isso que faz estar numa turnê ser algo excitante. Não que seja normal ou comum, mesmo quando você já fez tantos shows. A gente se sente como se estivesse tomando os riscos, levando a vida com as suas próprias mãos! É por que você sucede ou falha, de uma noite para a outra. Então, eu ainda gosto muito disso.

JOSCO O que você poderia dizer sobre esta mini turnê pela América do Sul, que termina hoje aqui em Recife, correto?

BOBBY Sim, sim! América do Sul, quatro show. Começou em Santiago (Chile), Buenos Aires (Argentina), São Paulo e agora Recife. É realmente ótimo descer aqui, por que em nossos vinte e cinco anos estivemos no continente por apenas duas vezes.

JOSCO E esta é a primeira vez no Nordeste do Brasil.

BOBBY Sim! A primeira vez em Recife; primeira vez em Buenos Aires; primeira vez no Chile. Então, é sempre excitante ser capaz de sentir como se você estivesse fazendo algo novo.

JOSCO Quase trinta anos e tão poucos shows na América do Sul…

BOBBY A culpa não é nossa! É verdade! O problema que tivemos com isso, talvez, em vinte e cinco ou trinta anos – tivemos apenas nove turnês agendadas, é que (os shows) são cancelados pelos promotores. (risadas) Não é culpa nossa!

JOSCO Qual a sua visão para a cena atual do Thrash Metal pelo mundo?

BOBBY Bem, me parece muito saudável no momento. Muito do que vejo eu gosto. Há mais de duas gerações envolvidas de uma forma geral.

JOSCO Eu diria três.

BOBBY Eu diria três também. E acho que isso é uma coisa legal. Então, sabe, você vê os pais, as filhas, as mães, os filhos, todos indo para os shows…

JOSCO Até mesmo crianças! (Algumas famílias se reuniram para assistirem ao show juntas e algumas delas tiveram a chance de tirar algumas fotos com a banda.)

BOBBY Crianças? Ah, sim. Acabamos de ter algumas delas aqui no camarim com os pais. E elas… Para cada uma das fotos que tiraram, elas mostraram os chifres duplos… hahaha. (O sinal característico do Heavy Metal, onde temos a mão fechada com os dedos mínimo e indicador apontados para cima.)

JOSCO Isto é ótimo, não?

BOBBY Então, é por isso que acho saudável que a cena transcende estas tantas gerações.

JOSCO Você tem algum plano para o futuro, um futuro próximo para a banda?

BOBBY Ah, tem, sim. A turnê americana inicia uma semana após a nossa chegada em casa (Estados Unidos), que vai durar até maio. Em seguida, teremos os festivais europeus. Aproximadamente doze feztivais europeus, Japão, Austrália e depois tem a segunda rodada pelos Estados Unidos e uma segunda rodada pela Europa. Então, estaremos agendados até o Natal.

JOSCO Até o Natal?

BOBBY Sim. Este é o nosso plano. Mas não ficaremos em turnê o tempo todo. Faremos shows a cada mês. Sairemos por um mês, então teremos um mês de férias e saimos de novo por outro mês ou algo assim.

JOSCO Bobby, muito obrigado pelo seu tempo em responder a estas questões.

BOBBY Ei! Obrigado a você, Brasil. “OBRIGADO”!

JOSCO Você deixaria uma pequena mensagem para os fãs?

BOBBY Sim. É sempre muito bom poder estar no Brasil. Uma das coisas mais legais sobre isso é que sempre nos sentimos como se estivéssemos na Capital do Thrash Metal. Headbangers realmente muito sérios.

JOSCO Como é bom ouvir isso!

BOBBY “Horns up!”

JOSCO & Bobby "Blitz" Ellsworth durante a entrevista para o blog

Notícia: Megadeth abandona palco após 3ª música em Baltimore

17, março, 2010

A banda Megadeth é forçada a abandonar o palco após a terceira música do setlist que eles pretendiam tocar na noite de ontem (terça-feira, 16 de março), em Rams Head Live, na cidade de Baltimore (Mariland, EUA).

O frontman da banda, Dave Mustaine, deixou uma mensagem, após o incidente, no audioblog TheLiveLine, onde ele explica os motivos que levaram o Megadeth a parar com a apresentação.

Veja abaixo a transcrição do áudio (traduzido por JOSCO WEBLOG).

Oi, este é o Dave Mustaine. Ouçam: Eu estou ligando agora mesmo de Baltimore. Faltam aproximadamente 10 minutos para meia-noite, e infelizmente, nosso show se transformou em um desastre absoluto esta noite. Nós tivemos problemas com o P.A. desde o começo da noite. Eu saí do palco e tinha dito que o P.A. era um pouco inferior ao que nós estávamos acostumados a usar, e depois que o P.A falhou por completo, nós entramos no vestiário, esperamos entre 30 e 45 minutos, usamos o P.A. da casa e voltamos a tocar novamente. E algum imbecíl delirante decidiu que era uma boa ideia jogar a sua bebida em cima do equipamento, terminando com o show desta forma. Então, para as boas pessoas de Baltimore, eu lamento por termos acabado com sua noite mais cedo, mas eu posso lhes falar honestamente agora mesmo que nós estaremos de volta. Não é que nós tenhamos coisas melhores para fazer hoje à noite do que tocar para vocês. Nós os amamos, e nós lamentamos muito por esta situação. E esperamos que da próxima vez nós possamos tocar até dentro de um posto de gasolina com um par de geradores e um P.A. que funcione, pois com este de hoje não deu.

Abaixo, o curto setlist do Megadeth para este show:

Set The World On Fire
Wake Up Dead
In My Darkest Hour

O vídeo seguinte mostra o momento em que Dave Mustaine retorna ao palco para informar ao público sobre a interrupção do show da banda por problemas técnicos.

ATUALIZAÇÃO #1 (em 17 de março de 2010, às 17:38h)
A banda Megadeth fará hoje a noite um show gratuito para aqueles que compraram ingressos para o show de ontem a noite, que foi cancelado devido a problemas técnicos de som (vide postagem original acima). O show desta noite terá a gratuidade apenas para os que comprovarem a aquisição com uma identificação válida dos ingressos. O show será realizado no mesmo lugar de ontem.

Notícia: MTV exibe video clip do Hangar

7, fevereiro, 2010
Hangar

Hangar

Para aqueles que assistem televisão (definitivamente, não é o meu caso!), fiquem ligados hoje na programação da MTV (Programa MTV Lab BR), onde será veiculado um vídeo musical da banda brasileira de heavy metal Hangar. O clip será veiculado entre 10:00h e 11:00h e, após esta apresentação, passará a fazer parte da programação do canal musical.

Dreaming Of Black Waves - Making Of

Dreaming Of Black Waves - Making Of

Humberto Sobrinho (vocal), Eduardo Martinez (guitarra), Nando Mello (baixo), Fabio Laguna (teclados) e Aquiles Priester (bateria) são os performers de Dreaming Of Black Waves, o clipe que já é sucesso de audiência no canal oficial da banda no YouTube.

Este é o clipe promocional do mais recente álbum do Hangar, Infallible, e conta com a participação especial da cantora Stefanie Schirmbeck (Holiness).

O Hangar, muito embora esteja em mais uma fase de (re)adaptação, mostra-se com muito mais qualidade a cada álbum gravado. É apenas um reflexo da maturidade profissional de seus membros. A entrada do Humberto Sobrinho nos vocais impeliu um novo rumo à sonoridade e estilo da banda, que concretiza-se como a síntese do heavy metal brasileiro atual e este video clip mostra um pouco disso.

LINKS

WEBSITE HANGAR
http://www.hangar.mus.br
WEBSITE MTV LAB BR
http://mtv.uol.com.br/lab/labbr/oquee
Dreaming Of Black Waves no YouTube
http://www.youtube.com/watch?v=y23PDlUnZtA

Resenha: Deadly Fate, Tim ‘Ripper’ Owens & Torture Squad

26, outubro, 2009
Comentários desativados
Tim Ripper Owens em Recife

Tim Ripper Owens em Recife

A Blackout Discos e a In Cartaz realizaram no último sábado (17/10) um evento memorável para o cenário pernambucano do rock e metal. O cast contou com a presença da banda Deadly Fate (Rio Grande do Norte), do vocalista Tim ‘Ripper’ Owens (Estados Unidos) – acompanhado pela banda Tempestt – e da banda Torture Squad (São Paulo). O show foi realizado na sede do Sport Club do Recife, o mesmo venue de shows antológicos, em Pernambuco, em décadas passadas.

Embora apresentasse atrações de destaque, a presença do público não foi das maiores, onde contou com um número estimado em aproximadamente 350 pessoas em seu ponto máximo, durante a apresentação do Tim ‘Ripper’ Owens.

DEADLY FATE

O evento teve início com a apresentação da banda Deadly Fate, que veio ao Recife diretamente de Natal (RN) para divulgar o seu mais recente trabalho autoral, intitulado ‘Secret Land‘. Embora desconhecida (ou esquecida) do público local, apesar de já ter se apresentado por aqui antes em outras oportunidades, a banda Deadly Fate – anteriormente mencionada e destacada pelo Andre Matos - já dispõe de uma boa experiência e vivência musical.

Deadly Fate

Deadly Fate

Com uma sonoridade mesclada entre o heavy metal tradicional, o power metal e o melódico, muito bem equilibrados, a banda inicia o seu set com a intro Prelude to War, em um bem elaborado clima épico, e estica com Metal Warriors, com belos caprichos nos vocais. Mother Nature’s Cry e Inner Sight (esta com belos solos de guitarras), todas do novo álbum, complementam o início da apresentação.

O público presente em frente ao palco ainda era pequeno, como sempre acontece nas apresentações de abertura, mas grande era a performance da banda que se apresentava.

Deadly Fate

Deadly Fate

Eles começaram a chamar a atenção ao executar a bem trabalhada Secret Land, marcada por boas distorções, que foi seguida pela excelente Different Ways, um belíssimo power melódico. Ambas as músicas fazem parte do álbum já citado.

A voz cativante de Oruam somada ao poder de execução do baterista Wilberto foram suficientes para atrair a atenção do público, que começava a se animar e formar um maior contingente em frente ao palco. Os belíssimos arranjos de baixo (Marcos) e guitarra (Neto) complementavam a atuação da banda que, aos poucos, mostrava toda sua competência.

Deadly Fate

Deadly Fate

Tormentor, um clássico do W.A.S.P, foi o primeiro cover da noite e agitou bastante o público.

Black Helmet, mais uma canção autoral, com melodia e batidas envolventes, mantem o ânimo dos bangers. A vibrante performance do Wilberto era mais uma vez destacada. A propósito, esta música foi lançada em 1990 como parte da coletânea Whiplash Attack Vol. 1.

Eis que mais um cover clássico era executado: Seven Seas, da norueguesa TNT, com uma interpretação bem hard rock.

Em Bad Boys Running Wild e Now, ambas dos Scorpions, os músicos potiguares conquistavam ainda mais os pernambucanos.

Deadly Fate

Deadly Fate

Shine Again e Excalibur, do álbum debut da banda, finalizavam sua apresentação em solo pernambucano com uma execução brilhante e com muita personalidade.

A banda Deadly Fate fez muito bem o trabalho de aquecimento para a atração seguinte, mostrando muita técnica e uma variação diversificada de influências para as suas composições.

Por fim, Oruam agradeceu ao público e à produção do evento pela recepção e atenção com que foram prestigiados, com o sentimento de um dever cumprido de modo convincente.

TIM ‘RIPPER’ OWENS

Tim 'Ripper' Owens

Tim 'Ripper' Owens

A atração principal da noite já era bastante esperada, onde o público, em número bem maior àquele da apresentação anterior, chamava pelo seu ídolo entoando ‘Ripper’, ‘Ripper’, ‘Ripper’.

A banda de apoio do cantor, Tempestt, se formava no palco e logo iniciaram a introdução para a primeira música do set list do Owens, onde, pela nota da bateria, já deixou em fervor a todos aqueles que se imprenssavam à frente do palco. Painkiller começava de modo matador a apresentação do ‘Ripper’. Ela foi seguida pelas The Ripper e Burn In Hell, todas do Judas Priest. Era impressionante ver todo o público cantar cada uma das músicas.

Tim 'Ripper' Owens

Tim 'Ripper' Owens

Believe foi a música da vez. Ela faz parte do recém-lançado álbum solo ‘Play My Game‘, do Tim ‘Ripper’. Naturalmente, nem todas as pessoas a conheciam e estavam ali para conferir os covers mesmo.

Electric Eye (Judas Priest) chegou para mais delírio dos fãs, seguida por And… You Will Die (Beyond Fear). Para cada cover que Owens cantava a sua voz ficava ainda melhor. É inegável e impressionante, ao mesmo tempo, o poder vocal que este cantor desfere sobre cada uma das músicas apresentadas.

Chegamos à metade do show com a contagiante Rising Force (Yngwie Malmsteen), onde o público foi ao delírio.

Tim 'Ripper' Owens

Tim 'Ripper' Owens

A equipe de segurança começa a ter trabalho para conter a multidão que não parava de agitar.

‘Ripper’ ataca com a faixa The Green Manalishi (With The Two Pronged Crown). Esta música, a propósito, foi composta pela banda Fleetwood Mac, sendo regravada como um cover pelo Judas Priest, onde fez um grande sucesso.

Um dos pontos altos do show – dos mais aguardados – foi durante a execução de Flight Of Icarus, do Iron Maiden. A legião de fãs do Maiden em Recife é gigante. Covers desta banda sempre fazem sucesso nesta terra, sendo muito bem vindos. A equipe de segurança novamente teve trabalho, e desta vez foi redobrado.

Tim 'Ripper' Owens

Tim 'Ripper' Owens

Ao final, a platéia gritava “Olê, olê, olê, olê… Ripper, Ripper”, lembrando o coro cantado no show do Iron Maiden, em março deste ano.

Ao anunciar a próxima, o ‘Ripper’ deu ainda mais tarefas árduas ao pessoal da segurança, trazendo Grinder, um super clássico do Judas Priest.

Uma pequena pausa para os agradecimentos. Owens fez questão de agradecer ao público com muito entusiasmo. E foi um agradecimento merecido, pois todos estavam de parabéns pela receptividade com o músico e por cantarem as canções juntos com a banda.

Tim 'Ripper' Owens

Tim 'Ripper' Owens

Após os agradecimentos, Owens intruduziu a canção seguinte com uma dedicatória. Eis que mais um cover do Judas Priest era apresentado: One On One.

A galera, em puro êxtase, não parava de agitar. E quando a banda soltou o riff de Symptom Of The Universe (Black Sabbath), foi impossível conter tal agito. E a equipe de segurança se viu mais uma vez em necessidade de mais trabalho. No meio desta música, houve uma interação muito marcante entre a platéia e o Owens, onde gritos de “yeah, yeah, yeah” foram entoado por todos, com uma bela coreografia do público, que aplaudia com as mãos para o alto.

Tim 'Ripper' Owens

Tim 'Ripper' Owens

Depois desta apresentação, a banda pára e a saída do palco anunciava a proximidade do final do show. O bís era aguardado.

Foram poucos minutos de ausência do palco e, ao retornar, Ripper ensaiou uma distribuição de água para o público poder se refrescar. A esta altura, a temperatura estava bastante elevada. You are number one! (Vocês são número um!) era gritado pelo Owens, em uma clara demonstração de agradecimento ao público, que aplaudia em retorno.

Breaking The Law (Judas Priest) fez a banda voltar com todo gás.

Tim 'Ripper' Owens

Tim 'Ripper' Owens

‘Ripper’ e seu timbre de voz extremamente agressivo, junto com a precisão dos membros da banda Tempestt, levou o público ao êxtase novamente. Este foi o momento em que a segurança do evento teve maior trabalho, pois o público quase invadiu o palco.

Living After Midnight, mais um cover do vibradíssimo Judas Priest, fechava o set list finalizando a apresentação do Owens, deixando constatado o motivo pelo qual ele figura entre os melhores vocalistas de Heavy Metal da atualidade. A sua passagem pelo Judas Priest lhe rendeu o respeito por novos admiradores. A sua presença de palco, muito contagiante, é outro fator característico de sua performance.

Após o show do Tim ‘Ripper’ Owens, boa parte do público começava a deixar o local. Outros se dispersaram formando grupos e outros mais foram ao bar ‘abastecer’ o corpo.

TORTURE SQUAD

Torture Squad

Torture Squad

Já era bastante tarde, quando, após alguns ajustes, eis que o Torture Squad iniciava a sua apresentação de modo arrasador: Living For The Kill, do álbum mais recente, Hellbound, marcava a entrada deles ao palco do Sport Club. O início da apresentação não poderia ser melhor. As pessoas correram para frente do palco para prestigiarem a banda.

Os bangers respondiam com muita empolgação, ao que a banda resolve emendar com The Beast Within, do mesmo álbum. Amilcar Christófaro mostra o motivo de ser considerado um habilidoso mestre das baquetas, com muita segurança em sua performance.

Tudo vai acontecendo muito rápido, quando, sem respirar, eles mandam Towers On Fire, um grande sucesso do álbum Pandemonium. Amilcar destruiu tudo pela frente onde, juntamente com o Castor, no baixo, formam a cozinha mais perfeita do thrash/death metal nacional.

Torture Squad

Torture Squad

Mais do Hellbound, com In The Cyberwar e Man Behind The Mask, e mais destruição. Augusto Lopes, substituto do guitarrista anterior, Maurício Nogueira, mostra a que veio. Seus riffs precisos e sua ótima presença de palco lhe conferem elogios por parte do público que chamava pelo seu nome aos gritos.

Após as músicas, o Vitor rasgou elogios ao público que ficou até tarde para ver a apresentação da banda e fez uma declaração emocionante onde, em resposta, ouviu a platéia gritar “Torture Squad, Torture Squad”… A banda é muito competente no que se propõe a fazer e não é a toa que ela, de fato, figura entre as melhores do gênero da atualidade.

The Unholy Spell, do álbum homônimo, chega para ainda mais agito. E haja trabalho para a equipe de segurança do evento. É incrível a energia que esta banda consegue passar ao público.

Torture Squad

Torture Squad

Hellbound, faixa-título do trabalho mais recente da banda surge para levar todos ao delírio extremo.  A voz visceral do Vitor Rodrigues é um show à parte. Sua atitude no palco causa impacto.

Mais uma pausa e outra vez o Vitor agradece ao público e à produção pela realização do evento. Em seguida, a banda faz uma sequência matadora: The Host (álbum The Unholy Spell) e uma volta às origens com Convulsion e Murder Of A God, ambas do álbum Asylum of Shadows. O Torture Squad impressiona de novo.

Horror And Torture e Pandemonium, ambas do excelente álbum Pandemonium, complementam a sequência anterior com muito mais peso.

Chaos Corporation (álbum Hellbound) expalhou literalmente o caos entre todos. Como era de se esperar, o público enlouqueceu e o mesmo aconteceu com os seguranças para contê-los. Ao final desta música, o Vitor anuncia que haveria uma surpresa para o público.

O set list chega ao seu fim com a contagiante Orgasmatron (Motörhead). Mas a surpresa não era essa: Vitor Rodrigues assumiu o baixo e o Castor foi para o vocal.

Torture Squad

Torture Squad

Amilcar tomou o controle da guitarra e o Augusto comandou a bateria. Esta alteração foi recebida com aplausos e gritos por todos os que ficaram até o final da apresentação. E eles não decepcionaram.

Mais tarde, nos bastidores, o Amilcar revelava que esta mudança de posições no line-up foi uma ideia que surgiu a partir de um programa em que eles participaram, onde a proposta era fazer algo improvisado. Foi a primeira vez que eles fizeram isso no palco. Se a ideia virar moda, vale pelo inusitado.

Apesar do número inferior do público, a banda Torture Squad deixou claro que não faz restrições em suas apresentações, não importando para quantas pessoas eles estejam tocando. Uma belíssima aula de competência e profissionalismo a ser seguido.

Aos que foram embora antes, deixaram de conferir um dos nomes de maior repercussão do thrash/death metal mundial em uma fantástica apresentação, consideravelmente a melhor da noite.

Torture Squad

Torture Squad

O espaço destinado a shows no Sport Club do Recife, através deste evento, mostrou novamente ser uma grande e válida opção. Já está na hora de a produção local organizar um evento grandioso, ao estilo do Abril Pro Rock, que acontece tradicionalmente no primeiro semestre do ano. Um festival de heavy metal será bastante prestigiado pelos headbangers em Pernambuco. Resta ao público local fazer a sua parte, comparecendo aos eventos e prestigiando a cena do rock e metal do estado e demais localidades.

Parabéns à Blackout Discos e a In Cartaz pela coragem na produção de mais um grandioso evento. Parabéns ao Deadly Fate, Tim ‘Ripper Owens’/Tempestt e Torture Squad. Parabéns a todos aqueles que apoiaram esta iniciativa.

OBS.: Os créditos das fotos do show do Tim ‘Ripper’ Owens vão para o amigo Rubens Gusman, que me acompanhou durante a cobertura do show e gentilmente autorizou a publicação de todas elas aqui no blog.

MUITO OBRIGADO, RUBENS.

Entrevista: Conversando com Andre Matos

21, outubro, 2009
Andre Matos

Andre Matos

No dia 30 de agosto deste ano, em João Pessoa-PB, durante a cobertura realizada para o evento Oi Blues By Night, (clique aqui para ver a matéria postada no blog),  eu tive a grata oportunidade de ter uma agradável conversa com ninguém menos que o maestro Andre Matos, que dispensa qualquer tipo de apresentação no meio musical. Esta conversa, na verdade, era para ser uma entrevista, mas, devido ao curto espaço de tempo, acabou se transformando em um bate papo puramente informal. Um grande amigo meu e super fã do Andre Matos, o Tiago Araruna, lá de João Pessoa, esteve comigo durante esta conversa e contribuiu com algumas perguntas ao artista.

Vale ressaltar que este encontro foi realizado durante a madrugada, no restaurante onde jantamos, logo após o show do evento mencionado, na capital paraibana, às 02:30h do domingo. Nossas fotos revelam o quanto estávamos cansados.

JOSCO WEBLOG O Heavy Metal foi uma criação genial, um dos sub-gêneros do Rock And Roll, que é descendente do Blues. Como  é que você, Andre Matos, um dos ícones do Heavy Metal mundial, qualifica esta fusão de gêneros, este encontro entre “neto e  avô”?

ANDRE MATOS Não sei se é “neto e avô”, se é “pai e filho” e também não sei se o Heavy Metal é originário do Blues ou da Música Clássica, pois acho que tem um pouco dos dois. Talvez o Blues seja “o pai” e a Música Clássica “a mãe”.  Existe a agressividade do Blues no estilo do Rock pesado e existe também o virtuosismo da Música Clássica. É algo  que no Blues não existe, pois o Blues é um estilo caracterizado pela improvisação, pela espontaneidade. E que eu  acho muito legal, muito válido. Porém, o metal se caracterizou também por este outro lado mais virtuosístico,  mais técnico. Então, para mim, é como um reencontro mesmo, com as raízes, talvez.

JOSCO Você jamais gravou Blues?

ANDRE Nunca cantei Blues, cara. Fazer parte deste projeto de Blues (Oi Blues By Night) é algo muito especial, por assim dizer, pois é uma  coisa inédita na minha carreira.

JOSCO Utilizei o termo “gravado”, pois recentemente você teve uma participação no projeto do DVD ao vivo da Irmandade do Blues, do Vasco Faé.

ANDRE Ah, sim. Mas eu estou contando justamente até este período, quer dizer, há um ou dois anos atrás eu não  tinha contato com este “ambiente” do Blues e, de repente, eu me vi no meio disto, eu me encaixei bem. Eu acho que, de uma certa maneira, isto já estava no meu ouvido e dentro do Metal a gente consegue perceber que existe isso.  Então, é o que a gente disse aqui, quer dizer, onde á que está o limiar, onde é que está a transição do Blues para o Rock? Está nas primeiras bandas: Led Zeppelin, Deep Purple, The Who…

JOSCO … estão nas que deram origem. As pioneiras, neste caso.

ANDRE Sim! Que nada mais eram do que bandas de Blues, que faziam um som mais pesado. Inclusive, eu até já citei isso. Uma vez eu conversei com o Halford (Judas Priest), onde falei: Halford, como é que você começou? Ele respondeu: Eu era um cantor de Blues. De repente, eu  estava fazendo Metal e não sabia.

JOSCO Ele foi sendo mais agressivo na sonoridade e…

ANDRE … turbinou. Turbinou o Blues e chegou numa agressividade “x”. Mas se você ouvir umas músicas do Judas Priest,  tipo, You Got Another Thing Comin’, Living After Midnight, então, você vê. Isso é Blues, cara.

JOSCO Com uma outra “roupagem”?

ANDRE Sim. É pesado. Uma outra sonoridade, mas a essência é do Blues, é o Rock And Roll.

JOSCO Andre, mudando um pouco de assunto, eis que tenho uma curiosidade: você acabou de lançar o seu novo álbum, o CD está em distribuição pelo mundo. A indústria fonográfica ainda aposta neste modelo de distribuição, o CD. Executivos desta mesma indústria afirmam que tal modelo acabou. O que você tem a dizer sobre isso?

ANDRE O modelo de CD só vai acabar quando houver uma outra mídia que possa subistituí-lo. Então, por enquanto, ainda não inventaram.

TIAGO ARARUNA Nem mesmo o velho vinil acabou, concorda?

ANDRE O vinil está voltando. Inclusive, se lançarem materiais em vinil, eu sou um dos que irão comprar. Eu, particularmente, gosto mais do som do vinil do que do CD.

TIAGO Infelizmente eu não alcancei esta época. Mas, com certeza, eu compraria algo seu se lançado em vinil.

ANDRE Eu alcancei esta época quando ainda era adolescente. A gente só tinha acesso a discos em formato vinil. E, portanto, eu sei qual é a diferença entre um som em vinil e outro em CD. É assustador como você sente a música mais viva quando ela sai de um disco de vinil.

JOSCO Em 1974, eu brincava de ouvir música, ao som do Elvis Presley, com aquela radiolinha movida a pilha.

ANDRE … aquela que dobrava assim, não era? (Fazendo o gesto)

Andre Matos

Andre Matos

JOSCO Justamente.

ANDRE Eu ouvia os disquinhos da Disney – Branca de Neve e os Sete Anões e tal…

JOSCO … onde o vinil era um brinde que acompanhava os livrinhos.

ANDRE Eles vinham com os livrinhos, os disquinhos coloridos. Você colocava e ele era do tamanho certinho da vitrola. Era maravilhoso aquilo lá, cara. Então, o que aconteceu? O Kiss veio para o Brasil, eu comprei o Creatures Of The Night e comecei a ouvir na vitrolinha. Mas o vinil era muito maior do que a vitrola, né, bicho?

JOSCO Isso aconteceu comigo com o Live After Death, do Iron Maiden.

ANDRE Exatamente. Então, porra, botava lá “tum, tum, tá… tum, tá”… naquele auto falantinho da vitrola. Bicho, eu quase estourava aquele negócio. E ali era o começo de tudo, né, cara. Era o começo de tudo.

JOSCO O que o Andre Matos ouve atualmente?

ANDRE Tudo o que for original. Não importa o estilo.

JOSCO Forró nordestino?

ANDRE Depende… depende. É como eu falei outro dia: tem gente que fala “forró nordestino é uma praga”. Sim, concordo. O (forró) atual é uma praga, é uma coisa horrorosa. Agora, vai ouvir o Luiz Gonzaga. Não tem como não respeitar a música do Luiz Gonzaga, por exemplo. Não tem como não respeitar! É como o chorinho do Pixinguinha. Bicho, é um negócio que tem substância. Não é?

JOSCO Sem dúvida, Andre.

ANDRE Dá vontade de ouvir. Dá vontade de descobrir o que é que tem ali. Eu sou músico, cara. Eu não nasci um cantor de Heavy Metal. Eu estudei música clássica. Eu faço Heavy Metal por gosto, vocação, por vontade. Idenfiticação! Mas, ao mesmo tempo, não poderia deixar de ser (de ouvir outros gêneros). Eu estou aberto para qualquer tipo de música do mundo…

JOSCO … desde que seja original.

ANDRE Desde que seja original e feita de verdade! Feita com honestidade. Eu acho que esta é a grande palavra. Então, tem gente que fala: “E a Axé Music?” Legal, mas no começo da Axé Music, quando tinha o Timbalada, o Olodum. Aquilo foi um acontecimento. Agora, depois, virou uma palhaçada. Outro exemplo, o Sertanejo. Provavelmente você pega uns caras tipo o Pena Branca e Xavantinho, que são as raízes do estilo… é genial. Mas, de igual modo, não dá para ouvir mais hoje em dia, é ridículo. Mais um exemplo, o Pagode. Toca lá o Fundo de Quintal. Esse negócio é divertido, é interessante.

JOSCO Me lembrei daquela banda do Mussum (Os Trapalhões), que eu não me lembro o nome.

ANDRE Como é que se chamava a banda do Mussum, cara?… Originais do Samba. Perfeito!

JOSCO … Paulinho da Viola?

ANDRE Nem se comenta, nem se comenta. Esses caras são… são ícones, né? Tenho o maior respeito mesmo, não tenho a menor vergonha de dizer isso.

JOSCO Na verdade, eu diria que você não discrimina gêneros musicais, mas, sim, a deturpação deles.

ANDRE Eu sou músico. Eu não sou simplesmente um cantor de Heavy Metal. E eu me orgulho disso: sou músico. Tenho os ouvidos abertos para tudo. Eu sei distinguir bem, modéstia à parte, o que é original daquilo que é uma mera cópia. Ou pior ainda, sei distinguir daquilo que é comercial.

JOSCO Esta deturpação musical está inserida no Heavy Metal também.

ANDRE Existe e muito. Não é a toa que o Heavy Metal é um estilo estigmatizado. O pessoal inventa coisa tipo o Massacration, que é uma paródia, uma caricatura do Heavy Metal. Eles não deixam de ter razão, não, cara. Tem muita coisa dentro do Heavy Metal que é ridícula. Eu não vou dar nome aos bois, mas tem coisas que eu vejo, onde eu falo “tenho vergonha de ver isso”.

TIAGO Falando um pouco sobre o álbum Mentalize, qual foi a sua primeira impressão ao ouví-lo? Dever cumprido?

ANDRE Eu ainda não o ouvi finalizado (risos). Eu evitei ouvir, cara. Eu já ouvi entrevistas de cineastas falando assim “Eu nunca vi o filme finalizado. Só o vi enquanto estava filmando”. Mas eu tenho vontade de ouvir, sim. Bem, eu já recebi o CD. Agora eu vou escutar com calma, mais à vontade.

JOSCO Você recém chegou da Alemanha, não é verdade?

ANDRE Eu vim de lá semana passada.

Andre Matos & JOSCO

Andre Matos & JOSCO

TIAGO Bem, o álbum já teve lançamento no Japão.

ANDRE Mas eu não fui para a divulgação dessa vez, eu não pude ir. Eles fizeram sem mim.

TIAGO Você vai lá (Japão) somente para os shows?

ANDRE Então, agora, em breve, vai rolar a questão dos shows. Não sei se a gente vai fazer uma turnê lá ou se vai fazer os festivais.

TIAGO Você acha que aquela turnê com o Avantasia ajudou de algum modo na divulgação do teu nome (banda solo) no exterior?

ANDRE Ajudou, sim! O pessoal já entrou em contato e tal. Na verdade, eu até preferiria que não rolasse uma turnê com o Avantasia ano que vem.

TIAGO A Azul Music tem pretensão de lançar uma música em alguma novela. Como você vê esta relação?

ANDRE Bicho, (minha) música em novela, tendo ou não tendo, eu estou nem ai para isso, pois, na verdade, eu detesto os meios de comunicação em massa no Brasil. Eu acho que a novela é algo que emburrece tanto o brasileiro, bicho, que a gente não merece isso. Mas, o que manda é o dinheiro, o que manda é a indústria. Então, ainda existe novela, ainda existe Luciano Huck, ainda existe Serginho Groisman, ainda existe Faustão. Se me chamarem eu vou para mostrar o meu trabalho. Isto não quer dizer que eu assista a este tipo de programa.

Neste momento, o pessoal da produção chama o Andre para que ele finalize com a entrevista, mas ele, enfaticamente, informa que vai ficar mais alguns minutos…

TIAGO Andre, você tem algum problema com o Jô?

ANDRE Quem?

TIAGO O Jô Soares. É que teve um incidente ocorrido na época em que você ainda estava no Angra…

ANDRE Aquele em que ele quebrou o disco, não foi?

TIAGO Sim. É só uma curiosidade que muita gente questiona.

ANDRE O Jô Soares… eu acho que ele é uma cara que deveria se tratar. É só isso que eu tenho a dizer (relembrando o incidente).

NOTA: Link para o vídeo no YouTube sobre o incidente mencionado
http://www.youtube.com/watch?v=4oBEo84aLGw

TIAGO Você pretende lançar algum DVD, uma vez que você já tem dois trabalhos de músicas inéditas?

JOSCO Um DVD sobre sua carreira, não um projeto de um DVD clássico.

ANDRE Bem, clássico, hoje em dia, todo mundo tá fazendo, né? Banda com orquestra no mesmo palco já virou um lugar comum. Se eu for fazer algo deste tipo, eu acho que a gente tem que caprichar muito. A gente tem que fazer uma coisa muito diferenciada. O DVD que eu tenho vontade de fazer, na verdade, não sei se será possível, seria um DVD retrospectivo da minha carreira inteira. Desde o começo, passando pelos tempos de hoje. Mas isso depende de “n” coisas, liberações de direitos de imagens, etc.

TIAGO Existe a possibilidade do (projeto) Tommy voltar? É que eu lembro que você falou que pretendia ir para outras cidades e tal e eu pensei que acabaria em algum teatro em Recife (PE).

ANDRE Putz! É o seguinte: tudo dentro da música é complicado. Nada é só sonho. Existe o lado burocrático. É triste dizer isso, mas é verdade. Para o (projeto) Tommy acontecer em outros lugares, deveria haver o interesse de outras pessoas envolvidas, de orquestras, maestros. E, daí, você pode esticar isto até Secretarias de Cultura, Governos Estaduais, etc, etc. E este pessoal, cara, vou te falar um negócio, muitas vezes eles preferem fazer um show de Axé na praça, que vai dar umas 50.000 pessoas – e votos! – do que uma coisa de qualidade. Então, lamentavelmente, no Brasil, o que manda ainda é o poder do dinheiro e o tráfico de influência.

JOSCO Andre, este projeto que finalizou hoje, é a segunda parte desta edição do Oi Blues By Night neste ano, de um total de quatro apresentações. Gostaria que você fizesse um resumo a respeito dele.

ANDRE Ele foi praticamente uma mini-tour. Hoje foi em grande estilo, cara. Ter feito isso aqui em João Pessoa, em um teatro tão bonito como os caras tem aqui (Teatro Paulo Pontes)

Tiago Araruna & Andre Matos

Tiago Araruna & Andre Matos

JOSCO … com uma plateia muito mais animada…

ANDRE Plateia abertíssima. Quer dizer, eu acho que se a gente desejasse que a turnê terminasse em cima (no topo), isso cumpriu com o nosso desejo.

JOSCO Fechou com chave de ouro, então.

ANDRE Totalmente. Começou e terminou, não é?

JOSCO Bravo! Pois bem, Andre, muitíssimo obrigado pela atenção dispensada.

ANDRE Eu que agradeço, cara. Foi um prazer.

E foi assim que terminamos este bate-papo tão agradável com uma das pessoas mais gentis, sinceras, comedidas e atenciosas das quais eu já tive o prazer de encontrar. Para os leitores, diante da extensão do texto, parece uma conversa sem fim. Para nós que estivemos cara-a-cara com o Mestre, foi tudo muito rápido.

Eu mencionei acima que nossas fotos revelam algo, é visível, mas a nossa satisfação não é tão transparente nestes gráficos. Ela certamente ficará marcada em nossas mentes para sempre.

Um forte abraço ao Andre Matos e ao amigo Tiago Araruna.